A rima se faz sem virar a esquina

A rima se faz sem virar a esquina A rima é um tapete desarvorado A rima, à espreita, se descortina A rima é um portão vestido emprestado. A rima é rica, tem ares de outono A rima se doa a árvores à toa A rima se dói; quando se magoa, A rima logo procura outraContinuar lendo “A rima se faz sem virar a esquina”

Convalescentes

Logo depois da chuva, o asfalto ainda brilha, mas já foi pisoteado como se deve. Alguns pedaços de luz rasgam caminhos no céu – afinal são só quatro da tarde e eles sabem que o dia ainda está longe de acabar.  Em frente ao museu, rostos cobertos de máscaras e protetores plásticos. Quantidades obscenas deContinuar lendo “Convalescentes”

Anacrônica

Pra direita, um esboço de praça e restinhos de vila. Pra esquerda, o bairro gentrificado, o tráfego de avenida e a vila que já não é vila, como escreveu Aldir Blanc. Esquerda, afinal. Entre dois condomínios, um portão sopra o R arrastado do interior e guarda um trecho anacrônico de terra batida. Ao lado doContinuar lendo “Anacrônica”

O fio do novelo

Para Mauro Calliari Endereço do hostel no bolso, celular carregando no quarto – afinal, não há roteador que capte sinal de internet nas ruas de terra sinuosas de Nagarkot. A própria chegada envolveu carregar as malas por um estreito trecho a pé, onde apenas alguns tuk-tuks barulhentos, frágeis e fumacentos insistem em entrar. Olhos atentos,Continuar lendo “O fio do novelo”

Oi!

Oi! Meu nome é Isabella e eu basicamente faço fotos, exploro becos e escrevo sobre as minhas caminhadas. Este site reúne os últimos trabalhos que produzi e publiquei, além de um blog sobre as coisas em que tenho pensado – um bloco de notas compartilhado. Trabalho com inglês e português. Dou aula, dou testes, traduzo.Continuar lendo “Oi!”