A rima se faz sem virar a esquina

A rima se faz sem virar a esquina          
A rima é um tapete desarvorado A rima, à espreita, se descortina A rima é um portão vestido emprestado.
A rima é rica, tem ares de outono                              A rima se doa a árvores à toa               
A rima se dói; quando se magoa,
A rima logo procura outra dona.
A rima escapa pro quintal vizinho    
Ainda posa para a foto e desfruta Veja, tão prosa, de roxo, na rua.
A rima aguarda seu pão na sarjeta   
Nunca dá gorjeta, é toda precária
Ouça, não varra - a rima é temporária.

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